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Um dos principais temas de discussão das últimas duas semanas é o projeto que a Vivo apresentou à Anatel após confirmar a compra da GVT: a limitação do uso de internet fixa oferecida pelas operadoras aos usuários.

Comum nos Estados Unidos, a limitação de uso da internet fixa mudaria os valores pagos pelo usuário para a operadora – as cobranças de internet fixa ficariam mais próximas de como são feitas as cobranças de internet móvel. Ao invés de cobrar o usuário pela banda contratada, as empresas passariam a cobrar os usuários pelo tráfego. Isto é: quem usa a internet fixa para downloads, streaming, jogos e afins, pagaria mais pelo plano de internet fixo que quem usa apenas para navegação de texto – redes sociais, blogs, portais de notócias e afins.

Diversos profissionais e influenciadores de internet deram seus pareceres sobre esta mudança – a velocidade de banda contratada dificilmente é entregue, o serviço das operadoras é péssimo, o atendimento e suporte técnico das operadoras deixa muito a desejar e a cobrança de tráfego ao invés da cobrança de banda encareceria muito a contratação do serviço.

Durante toda a semana passada a hashtag #InternetJusta, cunhada pelo Reclame Aqui, já teve mais de 500 mil menções, bem como há um evento criado no Facebook com mais de 12 mil participantes confirmados.

Hoje (25), porém, o Conselho Diretor da Anatel afirmou que a proposta da Vivo fere o Marco Civil da Internet, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em meados de 2014. Desta forma, a nova forma de cobrança para tráfego fica proibida por tempo indeterminado.

Desta forma, até que a Vivo recorra da decisão da Anatel, a cobrança sobre a internet fixa ainda é sobre a banda contratada, não sobre o tráfego consumido como acontece com a internet móvel.

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