growth-hackingQuem trabalha com marketing, principalmente no ambiente digital, já deve ter ouvido falar de growth hacking. E, embora pareça um bicho de sete cabeças a ser domado por equipes de tecnologia e sistemas da informação, growth hacking é uma forma de trabalho focada em crescimento que pode ou não ser utilizada pelo marketing.

O que é, afinal, growth hacking?

Embora tenhamos naturalizado em nossas memórias que hacking é algum tipo de invasão virtual, hackear é buscar um atalho para alguma coisa. No caso de growth hacking, o atalho é para o crescimento. E crescimento tem sentidos mais amplos do que se pode pensar. Por exemplo, o crescimento não diz respeito unicamente a receita, mas mais a expansão de uma marca. E é possível crescer e se expandir sem ter lucro por bastante tempo.

O Facebook é uma empresa que pode ser usada como exemplo. A empresa surgiu de 2 hackings feitos por Mark Zuckerberg – o primeiro numa plataforma digital de conexão de pessoas e o segundo no banco de dados das universidades da Ivy League. O gancho usado para a criação do Facebook foi a socialização das pessoas na faculdade ou, em miúdos, quem está dormindo com quem, como bem mostrou o filme “A rede social” (2010).

O Facebook já era uma plataforma sólida, com milhões de usuários mensais antes de valer alguma coisa em dinheiro. A prática é muito comum no Vale do Silício. As grandes empresas de tecnologia se estabelecem, ganham nome, expandem seus negócios e nichos de mercado antes de gerar lucro. Tudo isso, graças ao growth hacking.

Como funciona o Growth Hacking?

O profissional growth hacker é um especialista em métricas. Ele usa a tecnologia a favor do crescimento de seu negócio e o faz através de análise de diferentes métricas. Além disso, o growth hacking é, muitas vezes, social.

Outro exemplo de growth hacking: plataformas digitais como Netflix, Spotify, Dropbox e Uber. Todos eles oferecem alguns benefícios – você pode testar o serviço de streaming gratuitamente por um período, como na Netflix, ou você tem acesso a todo o catálogo com propaganda e paga para ter acesso ao catálogo livre de publicidade como no Spotify, ou ainda, você ganha mais espaço de armazenamento caso convide amigos como no Dropbox, ou ganha viagens gratuitas caso seus amigos usem seu código de desconto promocional, como na Uber.

A diferença entre o Growth Hacking e as demais estratégias de marketing é que o growth hacking tem um único foco – que é o crescimento. Além disso, diferente do marketing, o espaço para tentativa e erro é mensurado em menor tempo, uma vez que o growth hacking é baseado em dados concretos e analisáveis, diferente do marketing que estuda as possibilidades e humores.

O growth hacking só é possível na internet?

Se pensarmos no potencial escalonável dos serviços que podemos oferecer via internet versus o potencial escalonável dos produtos e serviços que podemos oferecer de forma física e/ou presencial sim, o growth hacking só é possível na internet por questões de logística.

É por isso que o growth hacking é considerado uma etapa do Inbound Marketing hoje – sua base são as métricas, seu escalonamento é virtual, seu objetivo primordial é geração de valor seguido por geração de lucro.

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